Intervir em áreas históricas, nas imediações de edifícios ou conjuntos patrimoniais, constitui um dos desafios mais sensíveis com que um arquitecto se depara:
Por um lado, um edifício deverá ser reflexo das técnicas, materiais e linguagens do seu tempo, por outro é necessário preservar a unidade e a coerência de um conjunto urbano que teve a sua génese há vários séculos, e como tal é um testemunho vivo dessa época.
O arquitecto espanhol Alberto Campo Baeza, autor do projecto de um edifício administrativo para o governo regional de Castilla y León, na cidade de Zamora, Espanha, recusou qualquer solução de mimetismo ou imitação das construções envolventes e propôs um edifício com uma minimalista fachada dupla, totalmente em vidro.
O novo volume, completamente transparente, insere-se no interior de um logradouro irregular delimitado por um muro de pedra que confina com o perímetro exterior de uma catedral românica, localizada na área histórica da cidade.
A fachada dupla tem uma função de controlo térmico, sendo o seu interior constituído por uma caixa de ar ventilada, ao mesmo tempo que reinterpreta as proporções das sólidas paredes de pedra das construções envolventes.
O projecto contou com a colaboração dos arquitectos Pablo Fernández Lorenzo, Pablo Redondo Díez, Alfonso González Gaisán e Francisco Blanco Velasco.













